Sistema cardiovascular

29 05 2011

A saúde  é aquilo que fazemos dela. Se não a estimarmos, mais tarde ou mais cedo, começaremos a sentir os efeitos.

Penso que é importante mudar, e de começarmos a tratar a nossa saúde como tratamos as plantas do nosso jardim, ou até mesmo o nosso automóvel.

Clique na imagem abaixo, e assista a um filme muito interessante sobre a manutenção e os cuidados a ter com o nosso sistema cardiovascular.

Video 





Experiências de vida com o CDI – Por Verónica Martins

19 05 2011

Segue-se o comentário de uma amiga portadora de CDI.

Olá!
Sou portadora de CDI à seis anos, e fiz a primeira substituição a cerca de duas semanas. Quando coloquei o CDI, reagi muito bem emocionalmente. Desde o ano passado que os episódios vieram com alguma “frequência” e comecei a destabilizar. O verão foi muito desagradável e cheguei a desejar não tê-lo. Não gostava, e não gosto da sensação de que vem aí um choque. Sempre que falei com alguém nas salas de espera das consultas sempre me diziam que pouco sentiam. Isso sempre me fez confusão. Mas sei que existem pessoas que sentem o mesmo que eu. Sempre tive curiosidade em saber o que sentem antes, durante o choque e depois. Devido a uma miocardite não posso ter filhos, mas suponho que se o meu problema se resumisse ao CDI não haveria problema. Quando vou às consultas resumo tudo no que está registado, só agora questiono mais o meu médico cirurgião. Que por sinal tem sido incansável a qualquer hora do dia para minhas “sensações”. Muitas vezes é o meu estado
emocional que faz com que eu pense que o choque vem aí. É terrível. Mas sei que se vier, salvou-me.

Verónica Martins, Porto

Convido os portadores de CDI a partilharem a sua experiência de vida do que é viverem com este pequeno aparelho.

Podem enviar para sindrome.brugada@gmail.com, ou grupoapoiocdi@gmail.com.





Existem pacientes de baixo risco na síndrome de Brugada?

18 05 2011

Este é aquele tema que ainda não obtive a resposta concreta. Tenho indagado muitas pessoas, e falado com alguns destes pacientes, e a questão que se coloca é:

  • Quanto baixo é esse risco?
  • Então e se o coração entrar em fibrilhação, hoje, amanhã ou daqui a 15 anos?
  • Quem salva esse paciente?

A resposta poderá estar no artigo abaixo que transcrevo:

Existem pacientes de baixo risco na síndrome de Brugada?

Estratificação de risco na síndrome de Brugada

Nos últimos anos, a estratificação de risco nos pacientes com síndrome de Brugada tornou -se o centro das atenções por diversas razões. Em primeiro lugar, porque o cardiodesfibrilador implantável (CDI) provou ser um tratamento muito efetivo para a enfermidade. Segundo, porque o tratamento efetivo com CDI é custoso, tem efeitos secundários e não está inteiramente livre de riscos. Finalmente, porque a identificação precisa e o tratamento dos pacientes com um risco futuro aumentado de morte súbita pode salvar muitos anos de vida de indivíduos jovens e saudáveis.

A investigação ativa nesta área, por vários grupos de estudo, revelou que a estratificação de risco na síndrome de Brugada é problemática e levou em consideração diversos temas polêmicos. O objetivo principal da estratificação de risco é a predição de episódios futuros de fibrilação ventricular em qualquer momento da vida. Isto é especialmente difícil nos pacientes de idade mediana que nunca apresentaram sintomas e cujo diagnóstico é incidental. Alguns destes pacientes permaneceram assintomáticos durante toda sua vida, porém uma minoria de tais pacientes morrerá subitamente sem aviso prévio, talvez em 1 semana ou 20 anos após o diagnóstico. A identificação destes últimos indivíduos é muito difícil por várias razões. Primeiro, a enfermidade é rara e a informação significativa só pode derivar -se de grandes registros internacionais, onde os critérios de inclusão e as estratégias de tratamento diferem entre os diferentes centros. Em segundo lugar, as taxas de eventos nos estudos de seguimento são baixas, e deste modo é muito difícil identificar preditores estatisticame nte significativos. Por último, a enfermidade só foi descrita até 14 anos e até agora, inclusive os estudos de seguimento mais prolongados oferecem informações somente por um promédio dos primeiros 5 anos após o diagnóstico.

Continue  a ler este artigo aqui.

Fonte: http://www.cardios.com.br





O que é a Síndrome de Brugada? (resumo)

16 05 2011

Até o final da década de 1980, quando uma pessoa morria subitamente, logo diziam que tinha sofrido um infarto. Com o avanço das pesquisas genéticas, percebeu-se que muitos desses eventos eram provocados por anormalidades genéticas – presentes no DNA do indivíduo. Com essa informação, novas doenças causadoras de morte súbita foram descobertas, dentre elas a Síndrome de Brugada.

A doença é responsável por até 20% dos eventos de morte cardíaca súbita e ocorre de oito a 10 vezes mais em homens do que em mulheres. Na média global, atinge cinco a cada 10 mil habitantes do planeta. Por razão desconhecida, o número de casos muda em determinadas regiões.

A síndrome acontece por uma disfunção dos canais iônicos cardíacos, responsáveis pela condução do estímulo elétrico, ou seja, o impulso cardíaco. Essa mutação pode causar uma arritmia ventricular fatal e levar o indivíduo à morte inesperadamente.

Manifestações clínicas

A Síndrome de Brugada é praticamente assintomática (não apresenta sintomas), embora de 17 a 42% dos indivíduos com a doença sofram com desmaios.

Os episódios de morte cardíaca súbita geralmente acontecem durante o sono ou em um momento de repouso.

O diagnóstico

O diagnóstico é difícil de ser realizado. Muitas vezes, pacientes que têm a doença fazem exames como ecocardiograma, teste ergométrico e raios-X e o resultado não é suficiente para a detecção da síndrome.

A dificuldade se dá porque essa anormalidade acontece em nível molecular e só pode ser detectada por meio de algumas “pistas” e da junção de informações.

A primeira suspeita para o diagnóstico de Síndrome de Brugada é uma alteração na onda de batimentos cardíacos do indivíduo, detectada no eletrocardiograma. Se o paciente tiver essa alteração, precisa de mais uma das condições abaixo para que o diagnóstico seja efetivado. São elas:

  • Histórico familiar: morte súbita, na família, de indivíduo com menos de 45 anos ou alteração eletrocardiográfica típica;
  • Desmaios ou respiração agônica noturna;
  • Arritmia grave já detectada anteriormente.

Um recurso que pode auxiliar no diagnóstico é o teste farmacológico com Ajmalina. A substância é injetada no indivíduo e bloqueia os canais de sódio do coração, induzindo a anormalidade, que fica mais evidente em quem tem o problema.

Tratamento

Os medicamentos antiarrítmicos não protegem o indivíduo da morte súbita. Por isso, o implante de um cardioversor-desfibrilador – que dá um choque elétrico no coração caso ele sofra uma parada cardíaca – é uma forma de terapia eficaz e capaz de salvar o paciente em caso de um evento cardíaco grave.

Fonte: www.einstein.br





Artigos sobre a Síndrome de Brugada

15 05 2011

Clique nos artigos abaixo para seguir o link para alguns websites onde se fala sobre a Síndrome de Brugada. Estão escritos em Inglês, mas para quem precisar pode recorrer à ajuda do tradutor do google.

Artigo 1

Artigo 2

Artigo 3

Artigo 4

 





Resumo do 1º encontro regional de portadores de CDI – 13 de Maio em Faro

13 05 2011


Sala cheia. Foi assim que a encontrei quando lá cheguei, e ainda faltavam 15 minutos para o inicio do encontro. Na maioria portadores de CDI, alguns familiares e técnicos de saúde, encheram a sala com capacidade para cerca de 100 pessoas. Foi um sucesso.

O encontro começou com a Elsa, representante de um fabricante de CDI’s, que começou por “desmontar” o CDI e o seu funcionamento. Se existiam dúvidas acerca do CDI, penso que a plateia ficou esclarecida e estou certo que a curiosidade de muitos foi satisfeita com a explicação clara e concisa apresentada. Seguiu-se a Cardiopneumologista Ana Santos do HDF, que fez uma apresentação admirável acerca dos cuidados e precauções a ter quando se é portador de um dispositivo médico como o CDI. Para terminar, coube a mim apresentar a minha experiência de vida de como é viver com o CDI. Foi um debate interessante, onde alguns dos presentes, portadores de CDI’s e seus familiares, partilharam as suas experiências, receios e medos. No ar ficou o desejo de se desenvolver mais o grupo de apoio a portadores de CDI’s afim de se criarem condições para partilha de experiência e apoio.

Penso que foi um resto de tarde muito bem passada, foram trocados contactos para eventos futuros, e ficou bem patente o desejo de nos voltarmos a reunir.

Este encontro só foi possível com a preciosa colaboração dos técnicos de saúde do Hospital de Faro,  em especial, ao Dr Rui Candeias, que foi o grande impulsionador a quem endereço, em nome de todos os presentes, um enorme agradecimento.






1º Encontro regional de portadores de CDI’s – Faro

5 05 2011


Viver com um CDI (cardioversor-desfibrilhador implantável), e pensar que a sua vida vai depender de um pequeno desfibrilhador colocado debaixo da pele, pode para muitos parecer uma coisa estranha e difícil de aceitar. E quando se pensa que este pequeno aparelho tem como função aplicar “choques” para controlar arritmias e que serve para “tratar” episódios de morte súbita e que estamos dependentes dele para sempre, pode ter um enorme impacto emocional no início. A verdade é que depois do implante, a vida começa a decorrer com normalidade e só nos lembramos deste pequeno aparelho aquando da consulta ou naquele momento em que ele teve que agir para salvar mais uma vida.

 

Para desmitificar o que é viver dependente da actuação desta pequena máquina, ir-se-á realizar no próximo dia 13 de Maio, sexta-feira, no auditório do Hospital de Faro o 1º encontro regional para portadores de CDI´s.

O encontro terá início a partir das 17h, e no seu programa tem prevista a intervenção de vários oradores. A iniciar o encontro, a Cardiopneumologista Ana Santos irá falar sobre como é viver com um CDI, as preocupações de quotidiano. O orador seguinte, representante de um fabricante de CDI’s,  irá falar sobre o que é um CDI, suas funções e método de funcionamento. De seguida, um paciente com CDI irá contar a sua experiência de vida com quase dez anos de apoio de um CDI e para terminar, a APPPC (Associação Portuguesa de Portadores de Pacemnaker´s e CDI’s), irá apresentar-se enquanto associação e falar sobre a sua missão.

Este encontro é uma organização do Hospital de Faro, da campanha Bate, Bate Coração, e da Associação Portuguesa de Portadores de Pacemnaker´s e CDI’s.





Quais são os exames que prevêem o risco de morte súbita?

21 03 2011

Existem vários exames que se podem fazer para determinar se uma pessoa se inclui num grupo com risco elevado de morte súbita cardíaca. Estes incluem:

Ecocardiograma – Um exame indolor em que se utilizam ondas sonoras para criar uma imagem em movimento do coração. Este exame pode medir a capacidade de bombeamento do coração e identificar outros problemas que podem aumentar o risco de MSC.

Electrocardiograma – Um exame indolor em que se prendem eléctrodos ao tórax do paciente para registar a actividade eléctrica do coração, a fim de identificar ritmos cardíacos anormais. Certas arritmias podem indicar um risco aumentado de MSC.

Registo de Holter – Um gravador do tamanho de um Walkman que os pacientes prendem ao peito durante um dia ou dois, para gravar uma amostra mais longa do seu ritmo cardíaco. Depois de retirado o gravador, a fita é analisada para procurar sinais de arritmia.

Estudo electrofisiológico (EEF) – Este exame realiza-se num hospital ou numa clínica. Utiliza-se um anestésico local para anestesiar zonas na virilha ou no pescoço e introduzemse cabos (arames) flexíveis denominados cateteres em sentido ascendente até ao coração para registar os seus sinais eléctricos. Durante o exame, o electrofisiologista estuda a velocidade e o fluxo de impulsos eléctricos através do coração, identifica problemas de ritmo e marca as zonas do coração que podem estar na origem de impulsos eléctricos anormais que desencadeiam arritmias. O médico também pode determinar se um doente já teve um ataque cardíaco anterior ou tem sinais de lesões cardíacas anteriores sem o saber. Todas estas informações podem ajudar a determinar se o doente se encontra num grupo de risco mais elevado de MSC.

Fonte: CardioTop





O que é um Cardioversor-Desfibrilhador?

13 03 2011

Se muitas vezes a morte súbita nos apanha de surpresa ceifando vidas no apogeu da sua vida profissional, com as consequências nefastas que daí advêm para a família, amigos e sociedade próxima, outras vezes, é possível prevê-la com uma estratificação de risco adequada e preveni-la com o cardioversor desfibrilhador implantável.

Clique aqui para continuar a ler mais - 5.pdf





O que é morte súbita?

13 03 2011




“Prevenir morte súbita com o CDI” – Dr. Chris Simpson

13 03 2011




Perguntas e Respostas – CDI (cardioversor-desfibrilhador implantável )

6 03 2011

Eis as respostas para algumas das questões que possam surgir a quem é portador de CDI.

O que devo esperar durante a cirurgia de implante do CDI?

Normalmente, o procedimento para implante de um dispositivo de coração é feito sob anestesia local.  Receberá medicação para torná-lo sonolento e confortável. Não requer cirurgia de coração aberto, e a maioria das pessoas pode ir para casa logo no dia seguinte. O médico irá fornecer informações mais detalhadas, mas a maioria das pessoas pode retomar gradualmente as suas atividades habituais logo após o procedimento.

O que acontece quando eu receber um choque?

Experimentar um choque de um CDI pode ser uma preocupação para muitas pessoas, especialmente por se pensar que nos irá apanhar de surpresa. Mas geralmente, após o choque a pessoa sente-se bem, embora os primeiros nos deixe um pouco desorientados.
É importante conversar com seu médico para saber exatamente o que fazer. O médico pode querer que o contacte depois de ter um choque, mas normalmente não é necessário, a não ser que esteja a passar por uma tempestade de choques.

Será que o choque do CDI afecta a minha aparência?

Às vezes as pessoas perguntam se haverá uma protuberância visível onde o dispositivo foi implantado. Em geral, você pode notar um ligeiro solavanco sob a pele onde o CDI está localizado.

Terei que mudar meu estilo de vida?

Um dispositivo cardíaco implantável permite muitas pessoas levar uma vida normal, e participar nas actividades que o beneficiam. O seu médico terá mais informações sobre as atividades que você deve evitar, como por exemplo, actividades em que alguns segundos de inconsciência pode ser perigoso para si mesmo ou outros. No entanto, a maioria das pessoas retomam as suas actividades diárias normais após a recuperação total da cirurgia.

Onde posso encontrar recursos adicionais?
Em Portugal há poucos recursos disponíveis para indivíduos com CDI. Fale com o seu médico e mostre as suas preocupações. Aqui neste blog, tenta-se ir reunindo informações gerais sobre os cuidados a ter e procura ser um lugar de partilha de experiencias.

Como será o aspecto da cicatriz após o implante?

 

Veja como aparece o CDI num Raio-X.





E se os CDI’s funcionassem a energia nuclear?

4 03 2011

A ideia não é nova, mas quais seriam as vantagens?

Com um período de vida para a bateria estimado em cerca de 88 anos, pelo menos deixar nos-iamos de preocupar com a sua substituição a cada 10 anos. É de facto uma grande vantagem.

Mas e o progresso tecnológico? Isto faz-me lembrar os velhinhos Mercedes que por aí andam. Duram e duram, mas coitados, para além de consumirem muito, ficaram parados no tempo. Sem ar condicionado, vidros eléctricos, air-bag….

Bem, acho que continuo a preferir o meu CDI da última geração. A bateria, já tem o dobro da duração do meu primeiro, cerca de 11 anos, bluetooth, permite enviar a partir de casa informação acerca do seu estado. Só não dá ainda é para substituir o meu velhinho eTrex Legend (GPS da Garmin), mas estou ansioso por esse upgrade.

http://organicgrant.posterous.com/nuclear-pacemaker

Abaixo, podem ver algumas imagens relacionadas com CDI’s.





Utilização de Desfribrilhadores Automáticos Externos (DAE)

25 02 2011

Por ano, morrem mais de 700 000 adultos na Europa, vitimas de doença cardiovascular, fazendo desta a primeira causa de morte no mundo Ocidental. Destes, pelo menos 40% morrem de morte súbita cardíaca, antes de chegarem ao hospital.Projecto DAENa impossibilidade de ter um médico em cada local, muitas vidas podem ser salvas se as pessoas em redor ligarem 112, e se devidamente formados/treinados, iniciarem suporte básico de vida (SBV) e providenciarem desfibrilhação automática externa (DAE) em poucos minutos.

O objectivo de um Programa de DAE é melhorar a taxa de sobrevivência de pessoas que sofram morte súbita cardíaca. Programas de DAE eficientes administram o choque à vitima entre 3 a 5 minutos após o colapso.

Os requisitos legais para o licenciamento de programas de DAE têm um papel muito importante em evitar restrições e dificuldades para o desenvolvimento do projecto.
Existem especificações sobre o treino das pessoas que podem utilizar os equipamentos (operacionais de DAE), os equipamentos de DAE e o sistema de auditoria médica. Sugerimos que consulte a legislação em vigor.

No que concerne à formação dos operacionais de DAE, só entidades acreditadas pelo INEM podem ministrar formação e este aspecto é fundamental para o licenciamento de programas.

A informação de como manipular o aparelho, só por si, não garante a aprendizagem dos passos fundamentais da cadeia de sobrevivência, nem o treino necessário em SBV e DAE.
Os Centros de Formação do INEM, disponibilizam formação em SBV e DAE, mediante contacto prévio, apenas para entidades e não a titulo individual.

Quaisquer dúvidas que necessitem de esclarecimento, contactem inem@inem.pt

Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa

Fonte “www.inem.pt”





Hospital de Faro ensina Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico

20 02 2011

Ir a Faro às 9 da manhã, passar 8 horas numa sala num dia radioso de sol como há alguns dias já não se via, e a um sábado, só se for realmente muito importante…

“Imaginemos que estamos de férias, numa bela praia de Albufeira. Estamos em Julho na força do calor, há pessoas por todo o lado, umas a trabalhar para o bronze, outras aproveitam para ler o jornal e outras simplesmente estão a aproveitar para descansar dos longos meses de trabalho anteriores, e quase que entram num estado de hibernação sempre que se deitam na areia.

Uma criança, de apenas 2 anos, aproveita a distracção ou descanso prolongado dos papás e resolve ir pelo próprio pé até à água, onde já estavam outras crianças.

De repente começa-se a ouvir e a ver uma grande agitação junto à orla da praia, muitos gritos e muita aflição. A curiosidade desperta e vamos ver o que se está a passar. O choque era geral. Uma criança tinha sido arrastada por uma onda mais forte e estava inconsciente. O que fazer…. Chamar o 112, policia, bombeiros, … todos os segundos contam, mas em contagem decrescente…. Os pais chegaram no mesmo instante e ficaram em choque.

Rapidamente se aproximou da criança, verificou se a zona em redor estava em segurança e pediu para as pessoas se afastarem. Debruçou-se sobre a criança e fez uma breve avaliação do estado de consciência da criança, procurando algo que estivesse a obstruir a via aérea e começou a analisar sinais que demonstrassem que a criança estaria a respirar. Não estava….

De seguida optou por fazer 5 insuflações, tendo o cuidado de manter a permeabilidade das vias respiratórias. Procurou mais uma vez sinais de recuperação da respiração. Nada…

Como não respirava, iniciou compressões torácicas, fazendo 1 minuto de SBV (suporte básico de vida), que significa realizar 3 ciclos de 30:2, sendo que a cada 30 compressões torácicas, executam-se 2 insuflações.

Pediu para ligarem para o 112, mas como já o tinham feito continuou o algoritmo do SBV até a ajuda diferenciada chegar…

Passados poucos minutos chegara o INEM. Rapidamente o substituíram e pouco tempo depois a criança recuperara a consciência. Foi euforia total….”

Esta história, que não é mais que um relato daquilo que vemos frequentemente como tema de capa de jornal, seja em piscina, tanque, praia ou até mesmo em casa, procura mostrar a diferença que podemos ser capazes de fazer na sociedade ou até mesmo em casa, se estivermos minimamente preparados.

Realmente, aquele sábado foi decisivo para o desfecho desta história. O simples facto de ter decidido trocar um dia maravilhoso de descanso semanal pela participação num Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico, pode trazer a diferença, pelo menos até chegar a ajuda.

Foi ontem, dia 19 de Fevereiro, que um grupo de 5 enfermeiros do Hospital de Faro, em parceria com a Ordem dos Enfermeiros promoveu mais um Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico.

No Centro de Formação do Hospital de Faro estiveram presentes cerca de 20 formandos, entre pais, professores e outros profissionais que pela sua actividade trabalham com ou perto de crianças, que através de vários manequins, puderam pôr em prática as noções básicas de suporte básico de vida aprendidas durante o dia de formação.

Ensinar as principais manobras de reanimação, bem como os procedimentos e atitudes a adoptar em situação de afogamento foram os principais objectivos deste curso.

Estão previstos novos cursos durante o ano, podendo as inscrições serem efectuadas através do email: ausenda.duarte@ordemenfermeiros.pt .

A toda a equipa os meus agradecimentos por nos terem habilitado a dar mais 1 minuto de esperança a todos os que possam a vir passar por uma paragem cardio-respiratória.

Clique aqui para ver a reportagem que passou na RTP – video

Manual do curso Suporte Basico de Vida Pediatrico 2011

Link: Centro Português Ressuscitação








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