CDI – Saiba o que pode fazer interferências

11 09 2012

Neste documento, em espanhol, vai encontrar uma descrição completa de tudo o que pode ou não fazer interferências com o CDI.

É de elevada importância este documento, pelo que se sugere que o descarreguem e partilhem com todos aqueles que têm CDI´s e seus familiares.

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O que é a Síndrome de Brugada? (resumo)

16 05 2011

Até o final da década de 1980, quando uma pessoa morria subitamente, logo diziam que tinha sofrido um infarto. Com o avanço das pesquisas genéticas, percebeu-se que muitos desses eventos eram provocados por anormalidades genéticas – presentes no DNA do indivíduo. Com essa informação, novas doenças causadoras de morte súbita foram descobertas, dentre elas a Síndrome de Brugada.

A doença é responsável por até 20% dos eventos de morte cardíaca súbita e ocorre de oito a 10 vezes mais em homens do que em mulheres. Na média global, atinge cinco a cada 10 mil habitantes do planeta. Por razão desconhecida, o número de casos muda em determinadas regiões.

A síndrome acontece por uma disfunção dos canais iônicos cardíacos, responsáveis pela condução do estímulo elétrico, ou seja, o impulso cardíaco. Essa mutação pode causar uma arritmia ventricular fatal e levar o indivíduo à morte inesperadamente.

Manifestações clínicas

A Síndrome de Brugada é praticamente assintomática (não apresenta sintomas), embora de 17 a 42% dos indivíduos com a doença sofram com desmaios.

Os episódios de morte cardíaca súbita geralmente acontecem durante o sono ou em um momento de repouso.

O diagnóstico

O diagnóstico é difícil de ser realizado. Muitas vezes, pacientes que têm a doença fazem exames como ecocardiograma, teste ergométrico e raios-X e o resultado não é suficiente para a detecção da síndrome.

A dificuldade se dá porque essa anormalidade acontece em nível molecular e só pode ser detectada por meio de algumas “pistas” e da junção de informações.

A primeira suspeita para o diagnóstico de Síndrome de Brugada é uma alteração na onda de batimentos cardíacos do indivíduo, detectada no eletrocardiograma. Se o paciente tiver essa alteração, precisa de mais uma das condições abaixo para que o diagnóstico seja efetivado. São elas:

  • Histórico familiar: morte súbita, na família, de indivíduo com menos de 45 anos ou alteração eletrocardiográfica típica;
  • Desmaios ou respiração agônica noturna;
  • Arritmia grave já detectada anteriormente.

Um recurso que pode auxiliar no diagnóstico é o teste farmacológico com Ajmalina. A substância é injetada no indivíduo e bloqueia os canais de sódio do coração, induzindo a anormalidade, que fica mais evidente em quem tem o problema.

Tratamento

Os medicamentos antiarrítmicos não protegem o indivíduo da morte súbita. Por isso, o implante de um cardioversor-desfibrilador – que dá um choque elétrico no coração caso ele sofra uma parada cardíaca – é uma forma de terapia eficaz e capaz de salvar o paciente em caso de um evento cardíaco grave.

Fonte: www.einstein.br





Resumo do 1º encontro regional de portadores de CDI – 13 de Maio em Faro

13 05 2011


Sala cheia. Foi assim que a encontrei quando lá cheguei, e ainda faltavam 15 minutos para o inicio do encontro. Na maioria portadores de CDI, alguns familiares e técnicos de saúde, encheram a sala com capacidade para cerca de 100 pessoas. Foi um sucesso.

O encontro começou com a Elsa, representante de um fabricante de CDI’s, que começou por “desmontar” o CDI e o seu funcionamento. Se existiam dúvidas acerca do CDI, penso que a plateia ficou esclarecida e estou certo que a curiosidade de muitos foi satisfeita com a explicação clara e concisa apresentada. Seguiu-se a Cardiopneumologista Ana Santos do HDF, que fez uma apresentação admirável acerca dos cuidados e precauções a ter quando se é portador de um dispositivo médico como o CDI. Para terminar, coube a mim apresentar a minha experiência de vida de como é viver com o CDI. Foi um debate interessante, onde alguns dos presentes, portadores de CDI’s e seus familiares, partilharam as suas experiências, receios e medos. No ar ficou o desejo de se desenvolver mais o grupo de apoio a portadores de CDI’s afim de se criarem condições para partilha de experiência e apoio.

Penso que foi um resto de tarde muito bem passada, foram trocados contactos para eventos futuros, e ficou bem patente o desejo de nos voltarmos a reunir.

Este encontro só foi possível com a preciosa colaboração dos técnicos de saúde do Hospital de Faro,  em especial, ao Dr Rui Candeias, que foi o grande impulsionador a quem endereço, em nome de todos os presentes, um enorme agradecimento.






1º Encontro regional de portadores de CDI’s – Faro

5 05 2011


Viver com um CDI (cardioversor-desfibrilhador implantável), e pensar que a sua vida vai depender de um pequeno desfibrilhador colocado debaixo da pele, pode para muitos parecer uma coisa estranha e difícil de aceitar. E quando se pensa que este pequeno aparelho tem como função aplicar “choques” para controlar arritmias e que serve para “tratar” episódios de morte súbita e que estamos dependentes dele para sempre, pode ter um enorme impacto emocional no início. A verdade é que depois do implante, a vida começa a decorrer com normalidade e só nos lembramos deste pequeno aparelho aquando da consulta ou naquele momento em que ele teve que agir para salvar mais uma vida.

 

Para desmitificar o que é viver dependente da actuação desta pequena máquina, ir-se-á realizar no próximo dia 13 de Maio, sexta-feira, no auditório do Hospital de Faro o 1º encontro regional para portadores de CDI´s.

O encontro terá início a partir das 17h, e no seu programa tem prevista a intervenção de vários oradores. A iniciar o encontro, a Cardiopneumologista Ana Santos irá falar sobre como é viver com um CDI, as preocupações de quotidiano. O orador seguinte, representante de um fabricante de CDI’s,  irá falar sobre o que é um CDI, suas funções e método de funcionamento. De seguida, um paciente com CDI irá contar a sua experiência de vida com quase dez anos de apoio de um CDI e para terminar, a APPPC (Associação Portuguesa de Portadores de Pacemnaker´s e CDI’s), irá apresentar-se enquanto associação e falar sobre a sua missão.

Este encontro é uma organização do Hospital de Faro, da campanha Bate, Bate Coração, e da Associação Portuguesa de Portadores de Pacemnaker´s e CDI’s.





Quais são os exames que prevêem o risco de morte súbita?

21 03 2011

Existem vários exames que se podem fazer para determinar se uma pessoa se inclui num grupo com risco elevado de morte súbita cardíaca. Estes incluem:

Ecocardiograma – Um exame indolor em que se utilizam ondas sonoras para criar uma imagem em movimento do coração. Este exame pode medir a capacidade de bombeamento do coração e identificar outros problemas que podem aumentar o risco de MSC.

Electrocardiograma – Um exame indolor em que se prendem eléctrodos ao tórax do paciente para registar a actividade eléctrica do coração, a fim de identificar ritmos cardíacos anormais. Certas arritmias podem indicar um risco aumentado de MSC.

Registo de Holter – Um gravador do tamanho de um Walkman que os pacientes prendem ao peito durante um dia ou dois, para gravar uma amostra mais longa do seu ritmo cardíaco. Depois de retirado o gravador, a fita é analisada para procurar sinais de arritmia.

Estudo electrofisiológico (EEF) – Este exame realiza-se num hospital ou numa clínica. Utiliza-se um anestésico local para anestesiar zonas na virilha ou no pescoço e introduzemse cabos (arames) flexíveis denominados cateteres em sentido ascendente até ao coração para registar os seus sinais eléctricos. Durante o exame, o electrofisiologista estuda a velocidade e o fluxo de impulsos eléctricos através do coração, identifica problemas de ritmo e marca as zonas do coração que podem estar na origem de impulsos eléctricos anormais que desencadeiam arritmias. O médico também pode determinar se um doente já teve um ataque cardíaco anterior ou tem sinais de lesões cardíacas anteriores sem o saber. Todas estas informações podem ajudar a determinar se o doente se encontra num grupo de risco mais elevado de MSC.

Fonte: CardioTop





“Prevenir morte súbita com o CDI” – Dr. Chris Simpson

13 03 2011