Resumo do 1º encontro regional de portadores de CDI – 13 de Maio em Faro

13 05 2011


Sala cheia. Foi assim que a encontrei quando lá cheguei, e ainda faltavam 15 minutos para o inicio do encontro. Na maioria portadores de CDI, alguns familiares e técnicos de saúde, encheram a sala com capacidade para cerca de 100 pessoas. Foi um sucesso.

O encontro começou com a Elsa, representante de um fabricante de CDI’s, que começou por “desmontar” o CDI e o seu funcionamento. Se existiam dúvidas acerca do CDI, penso que a plateia ficou esclarecida e estou certo que a curiosidade de muitos foi satisfeita com a explicação clara e concisa apresentada. Seguiu-se a Cardiopneumologista Ana Santos do HDF, que fez uma apresentação admirável acerca dos cuidados e precauções a ter quando se é portador de um dispositivo médico como o CDI. Para terminar, coube a mim apresentar a minha experiência de vida de como é viver com o CDI. Foi um debate interessante, onde alguns dos presentes, portadores de CDI’s e seus familiares, partilharam as suas experiências, receios e medos. No ar ficou o desejo de se desenvolver mais o grupo de apoio a portadores de CDI’s afim de se criarem condições para partilha de experiência e apoio.

Penso que foi um resto de tarde muito bem passada, foram trocados contactos para eventos futuros, e ficou bem patente o desejo de nos voltarmos a reunir.

Este encontro só foi possível com a preciosa colaboração dos técnicos de saúde do Hospital de Faro,  em especial, ao Dr Rui Candeias, que foi o grande impulsionador a quem endereço, em nome de todos os presentes, um enorme agradecimento.


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Hospital de Faro ensina Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico

20 02 2011

Ir a Faro às 9 da manhã, passar 8 horas numa sala num dia radioso de sol como há alguns dias já não se via, e a um sábado, só se for realmente muito importante…

“Imaginemos que estamos de férias, numa bela praia de Albufeira. Estamos em Julho na força do calor, há pessoas por todo o lado, umas a trabalhar para o bronze, outras aproveitam para ler o jornal e outras simplesmente estão a aproveitar para descansar dos longos meses de trabalho anteriores, e quase que entram num estado de hibernação sempre que se deitam na areia.

Uma criança, de apenas 2 anos, aproveita a distracção ou descanso prolongado dos papás e resolve ir pelo próprio pé até à água, onde já estavam outras crianças.

De repente começa-se a ouvir e a ver uma grande agitação junto à orla da praia, muitos gritos e muita aflição. A curiosidade desperta e vamos ver o que se está a passar. O choque era geral. Uma criança tinha sido arrastada por uma onda mais forte e estava inconsciente. O que fazer…. Chamar o 112, policia, bombeiros, … todos os segundos contam, mas em contagem decrescente…. Os pais chegaram no mesmo instante e ficaram em choque.

Rapidamente se aproximou da criança, verificou se a zona em redor estava em segurança e pediu para as pessoas se afastarem. Debruçou-se sobre a criança e fez uma breve avaliação do estado de consciência da criança, procurando algo que estivesse a obstruir a via aérea e começou a analisar sinais que demonstrassem que a criança estaria a respirar. Não estava….

De seguida optou por fazer 5 insuflações, tendo o cuidado de manter a permeabilidade das vias respiratórias. Procurou mais uma vez sinais de recuperação da respiração. Nada…

Como não respirava, iniciou compressões torácicas, fazendo 1 minuto de SBV (suporte básico de vida), que significa realizar 3 ciclos de 30:2, sendo que a cada 30 compressões torácicas, executam-se 2 insuflações.

Pediu para ligarem para o 112, mas como já o tinham feito continuou o algoritmo do SBV até a ajuda diferenciada chegar…

Passados poucos minutos chegara o INEM. Rapidamente o substituíram e pouco tempo depois a criança recuperara a consciência. Foi euforia total….”

Esta história, que não é mais que um relato daquilo que vemos frequentemente como tema de capa de jornal, seja em piscina, tanque, praia ou até mesmo em casa, procura mostrar a diferença que podemos ser capazes de fazer na sociedade ou até mesmo em casa, se estivermos minimamente preparados.

Realmente, aquele sábado foi decisivo para o desfecho desta história. O simples facto de ter decidido trocar um dia maravilhoso de descanso semanal pela participação num Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico, pode trazer a diferença, pelo menos até chegar a ajuda.

Foi ontem, dia 19 de Fevereiro, que um grupo de 5 enfermeiros do Hospital de Faro, em parceria com a Ordem dos Enfermeiros promoveu mais um Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico.

No Centro de Formação do Hospital de Faro estiveram presentes cerca de 20 formandos, entre pais, professores e outros profissionais que pela sua actividade trabalham com ou perto de crianças, que através de vários manequins, puderam pôr em prática as noções básicas de suporte básico de vida aprendidas durante o dia de formação.

Ensinar as principais manobras de reanimação, bem como os procedimentos e atitudes a adoptar em situação de afogamento foram os principais objectivos deste curso.

Estão previstos novos cursos durante o ano, podendo as inscrições serem efectuadas através do email: ausenda.duarte@ordemenfermeiros.pt .

A toda a equipa os meus agradecimentos por nos terem habilitado a dar mais 1 minuto de esperança a todos os que possam a vir passar por uma paragem cardio-respiratória.

Clique aqui para ver a reportagem que passou na RTP – video

Manual do curso Suporte Basico de Vida Pediatrico 2011

Link: Centro Português Ressuscitação





Dia Mundial do Ritmo Cardíaco

14 06 2009

 

Comemorou-se ontem o Dia Mundial do Ritmo Cardíaco em 10 hospitais do país. Esta iniciativa pretendeu, no âmbito da campanha Bate Bate Coração, sensibilizar a população em geral para os problemas de coração, focando as arritmias como a principal causa de morte em Portugal.

Voluntários

No Hosp. Distrital de Faro, a banca Bate Bate Coração contou com a preciosa ajuda de 5 voluntários, que estiveram todo o dia a distribuir panfletos e a esclarecer as pessoas sobre esta problemática. Foram distribuídos igualmente panfletos por várias zonas do hospital para ampliar a divulgação o mais possível.

Notou-se contudo, um completo desconhecimento e despreocupação pela parte da população em geral, verificando-se não haver, inclusive, vontade de aprofundar os conhecimentos nesta matéria. Muito trabalho há ainda a fazer para combater esta abstenção de informação.

As arritmias quando não estão propriamente diagnosticadas, podem se tornar numa bomba sem rastilho podendo  explodir, e não haver qualquer hipótese para a cura ou tratamento. 

É necessário diminuir este risco. Para isso, as pessoas têm de estar sensibilizadas para a necessidade de visitar um médico cardiologista, como visitam o dentista ou oftalmologista. Por vezes, um Electrocardiograma é suficiente para avaliar o risco da pessoa de ter arritmias. Se sentiu palpitações, sensação de desmaio sem motivo, ou uma alteração no seu ritmo cardíaco, faça uma visita ao seu cardiologista e peça-lhe um ECG.

Para melhor o esclarecer, clique nos links abaixo e consulte os guias Bate Bate Coração.





13 de Junho – Dia Mundial das Arritmias

9 06 2009

Arritmia

No âmbito da campanha Bate Bate Coração e em simultâneo com outras organizações internacionais, irá-se comemorar no dia 13 de Junho o Dia Mundial das Arritmias.  Serão organizadas acções esclarecimento nos principais hospitais de todo o país, com a colocação de bancas onde se distribuirá material informativo sobre as arritmias cardíacas.

ArritmiasNa opinião do coordenador nacional da campanha, Dr Carlos Morais, “ esta iniciativa é um dos eventos mais importantes da campanha, pelo seu poder mediático e como contributo significativo para uma ampla discussão na sociedade sobre o tema das arritmias cardíacas, aumentando o conhecimento geral dos portugueses sobre este tema e assim facilitar o acesso a diagnósticos e terapêuticas.”

Se tem dúvidas ou questões relacionadas com arritmias, este é o momento ideal. Visite um dos hospitais aderentes entre as 10 e as 18 horas, e encontrará profissionais de saúde capazes de esclarecer e informar.

Hospitais aderentes: Faro, Setúbal, Sta Marta, Sta Maria, Fernando Fonseca, Santarém, Aveiro, Coimbra, Sto António e Braga.





Um Sucesso – Encontro Bate, Bate Coração – Faro

23 05 2009

 

DSC_6020Foi sem dúvida um grande sucesso, o encontro Bate, Bate Coração que decorreu no Hospital Distrital de Faro. A adesão foi de tal forma grande e sem precedentes, que a sala do anfiteatro estava lotada. Penso que entre pessoas portadoras de Pacemakers e CDI’s, familiares e profissionais de saúde, devem ter estado perto de 100 pessoas.

Comprova-se assim, que o impacto que a campanha Bate, Bate Coração tem vindo a ter na população portuguesa está a crescer, no entanto muito há a fazer para que se consiga chegar a um maior número de pessoas esta informação.

A sessão foi aberta pelo Dr Rui Candeias, Cardiologista do Hospital anfitrião, que fez uma apresentação admirável sobre a história e desenvolvimento dos dispositivos implantáveis, abordando desde os primórdios da investigação até à actualidade. Pode-se ver como foram realizadas as primeiras experiências com estímulos eléctricos em animais e como estas evoluíram até ao registo dos primeiros electrocardiogramas.

Seguiu-se a Enf. Patrícia do Hospital Prof. Dr Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra), que fez uma abordagem sobre os mitos de uma vida saudável, enquanto portadores de pacemaker’s e CDI’s. Evidenciou ainda a forma como no Hosp. Amadora-Sintra se faz o acompanhamento pré e pós-operatório dos portadores destes dispositivos.

Aceitando o convite endereçado pelo Dr Carlos Morais, coordenador da campanha, coube-me a mim dar continuidade ao evento, partilhando a minha experiência enquanto portador de CDI. Como nunca tinha falado em público sobre este assunto, iniciei o meu discurso com o auxilio de um pequeno texto que havia preparado previamente, só para evitar esquecer alguns dos pontos.

Com um pouco de nervosismo miudinho, lá comecei a relatar a minha pequena história de vida. Nada fazia crer que a meio do relato acabaria por me comover, incluindo a plateia, com a descrição do meu primeiro episódio. Tive que fazer várias pausas para conseguir articular as letras e formar frases. Foi uma emoção. Nunca pensei que ao fim destes anos, e depois de ter falado tantas vezes sobre este assunto, tal pudesse acontecer!

A plateia foi formidável ao compreender e a colaborar colocando questões. Foi uma grande e enriquecedora experiência. Houve ainda oportunidade para se debater a importância da criação de grupos de apoio, como forma de ajudar os portadores destes dispositivos a ultrapassarem mais rapidamente o impacto psicológico, que não é nada pacífico.

Para finalizar o encontro, Dr Carlos Morais Cardiologista do Hosp. Amadora-Sintra, acentuou entre muitos aspectos, a necessidade de dar maior atenção ao coração. Referiu ainda que a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares, evidenciando que é necessário dar importância a sintomas que por vezes temos e não lhes damos a devida atenção, como uma pequena dor no peito, arritmia, palpitação, desmaio, etc. Concluiu com a apresentação dos próximos eventos, dos quais salientou o jantar/concerto com o Carlos do Carmo, encontro/marcha a ter lugar no Parque das Nações no dia 6 de Junho e o dia 13 de Junho como o dia nacional do Ritmo Cardíaco, onde vão haver bancas pelos os Hospitais a sensibilizar para os problemas do foro arrítmico.

O encontro terminou com um pequeno lanche, o que permitiu que todos os participantes podessem abordarem os oradores colocando questões. Algumas pessoas vieram ter comigo, felicitando-me pela coragem e pedirem para se avançar com os grupos de apoio, por considerarem muito importante.

Ver: Noticias Hosp. Faro