Dia Mundial do Ritmo Cardíaco

14 06 2009

 

Comemorou-se ontem o Dia Mundial do Ritmo Cardíaco em 10 hospitais do país. Esta iniciativa pretendeu, no âmbito da campanha Bate Bate Coração, sensibilizar a população em geral para os problemas de coração, focando as arritmias como a principal causa de morte em Portugal.

Voluntários

No Hosp. Distrital de Faro, a banca Bate Bate Coração contou com a preciosa ajuda de 5 voluntários, que estiveram todo o dia a distribuir panfletos e a esclarecer as pessoas sobre esta problemática. Foram distribuídos igualmente panfletos por várias zonas do hospital para ampliar a divulgação o mais possível.

Notou-se contudo, um completo desconhecimento e despreocupação pela parte da população em geral, verificando-se não haver, inclusive, vontade de aprofundar os conhecimentos nesta matéria. Muito trabalho há ainda a fazer para combater esta abstenção de informação.

As arritmias quando não estão propriamente diagnosticadas, podem se tornar numa bomba sem rastilho podendo  explodir, e não haver qualquer hipótese para a cura ou tratamento. 

É necessário diminuir este risco. Para isso, as pessoas têm de estar sensibilizadas para a necessidade de visitar um médico cardiologista, como visitam o dentista ou oftalmologista. Por vezes, um Electrocardiograma é suficiente para avaliar o risco da pessoa de ter arritmias. Se sentiu palpitações, sensação de desmaio sem motivo, ou uma alteração no seu ritmo cardíaco, faça uma visita ao seu cardiologista e peça-lhe um ECG.

Para melhor o esclarecer, clique nos links abaixo e consulte os guias Bate Bate Coração.

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13 de Junho – Dia Mundial das Arritmias

9 06 2009

Arritmia

No âmbito da campanha Bate Bate Coração e em simultâneo com outras organizações internacionais, irá-se comemorar no dia 13 de Junho o Dia Mundial das Arritmias.  Serão organizadas acções esclarecimento nos principais hospitais de todo o país, com a colocação de bancas onde se distribuirá material informativo sobre as arritmias cardíacas.

ArritmiasNa opinião do coordenador nacional da campanha, Dr Carlos Morais, “ esta iniciativa é um dos eventos mais importantes da campanha, pelo seu poder mediático e como contributo significativo para uma ampla discussão na sociedade sobre o tema das arritmias cardíacas, aumentando o conhecimento geral dos portugueses sobre este tema e assim facilitar o acesso a diagnósticos e terapêuticas.”

Se tem dúvidas ou questões relacionadas com arritmias, este é o momento ideal. Visite um dos hospitais aderentes entre as 10 e as 18 horas, e encontrará profissionais de saúde capazes de esclarecer e informar.

Hospitais aderentes: Faro, Setúbal, Sta Marta, Sta Maria, Fernando Fonseca, Santarém, Aveiro, Coimbra, Sto António e Braga.





Mais de 200 pessoas estiveram na 1º Caminhada Bate, Bate Coração – Parque das Nações – Lisboa

8 06 2009

 

Grupo

O entusiasmo e o nervosísmo foram os sintomas maioritariamente sentidos nos dias que antecederam este grande evento.

O entusiasmo por se estar a preparar uma iniciativa inédita, e o nervosismo por se tentar antecipar a adesão e o estado do tempo. 

Sem dúvida que todas as dificuldades foram ultrapassadas, como a do transporte que se mostrou como uma mais valia, e tornaram este dia 6 de Junho um dia Maravilhoso e digno de se ser recordado sempre que se fala da Campanha Bate, Bate Coração.

A organização está de Parabéns. O Dr Carlos Morais, o IPRC, a APPPC, e a APAPE, mostraram que com um pouco de vontade e sacrifício, tudo se consegue.

As bancas dispostas ao longo do percurso foram um sucesso. Desde aprender a medir o ritmo cardíaco, passando pela troca de experiências durante o passeio, não esquecendo o apoio do pessoal voluntário e as saborosas maçãs de Alcobaça que nos foram distribuídas, tudo funcionou às mil maravilhas. Até tivemos direito a umas pingas de água “molhada” para nosso refresco.

Terminámos a caminhada sob a pala do Pavilhão de Portugal, onde ainda houve tempo para fazer balanço do encontro e falar um pouco do Futuro, antecipando a 2º Caminhada Bate, Bate Coração.

Quero deixar aqui a minha gratidão às pessoas do Algarve que aceitaram este desafio, e um especial agradecimento à minha mãe e à Luísa Segismundo, Cardiopneumologista do Hosp. de Faro, que muito me ajudaram.

Grupo 2

Passeio 1

Grupo Ponte

Noticias: Correio da Manhã





Inscrições – 1º Caminhada Bate, Bate Coração

1 06 2009

 

Como já é do vosso conhecimento, vai decorrer no Parque das Nações – Lisboa, a 1º caminhada Bate, Bate Coração. Se morar fora da grande Lisboa, pode sempre contar com o apoio dos nossos autocarros.

Se morar no Algarve, e estiver interessado em participar nesta grande iniciativa, pode inscrever-se da seguinte forma:

 – Serviço de Cardiologia do Hospital de Faro – Contactar a Técnica Cardiopneumologista Luisa,

 – Através do nº de tlm. 966 570 158 de Thierry Martins, ou,

 – Através do e-mail  síndrome.brugada@gmail.com

Se morar na zona centro contacte a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI´s (APPPC). www.apppc.pt

Contamos convosco, incluindo familiares e amigos, neste que vai ser o maior encontro nacional de portadores de Pacemakers e CDI’s.

Este evento é da responsabilidade da campanha “Bate, bate coração – Sinta o seu ritmo”, promovida pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) e a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI´s (APPPC).

Contamos consigo!





Um Sucesso – Encontro Bate, Bate Coração – Faro

23 05 2009

 

DSC_6020Foi sem dúvida um grande sucesso, o encontro Bate, Bate Coração que decorreu no Hospital Distrital de Faro. A adesão foi de tal forma grande e sem precedentes, que a sala do anfiteatro estava lotada. Penso que entre pessoas portadoras de Pacemakers e CDI’s, familiares e profissionais de saúde, devem ter estado perto de 100 pessoas.

Comprova-se assim, que o impacto que a campanha Bate, Bate Coração tem vindo a ter na população portuguesa está a crescer, no entanto muito há a fazer para que se consiga chegar a um maior número de pessoas esta informação.

A sessão foi aberta pelo Dr Rui Candeias, Cardiologista do Hospital anfitrião, que fez uma apresentação admirável sobre a história e desenvolvimento dos dispositivos implantáveis, abordando desde os primórdios da investigação até à actualidade. Pode-se ver como foram realizadas as primeiras experiências com estímulos eléctricos em animais e como estas evoluíram até ao registo dos primeiros electrocardiogramas.

Seguiu-se a Enf. Patrícia do Hospital Prof. Dr Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra), que fez uma abordagem sobre os mitos de uma vida saudável, enquanto portadores de pacemaker’s e CDI’s. Evidenciou ainda a forma como no Hosp. Amadora-Sintra se faz o acompanhamento pré e pós-operatório dos portadores destes dispositivos.

Aceitando o convite endereçado pelo Dr Carlos Morais, coordenador da campanha, coube-me a mim dar continuidade ao evento, partilhando a minha experiência enquanto portador de CDI. Como nunca tinha falado em público sobre este assunto, iniciei o meu discurso com o auxilio de um pequeno texto que havia preparado previamente, só para evitar esquecer alguns dos pontos.

Com um pouco de nervosismo miudinho, lá comecei a relatar a minha pequena história de vida. Nada fazia crer que a meio do relato acabaria por me comover, incluindo a plateia, com a descrição do meu primeiro episódio. Tive que fazer várias pausas para conseguir articular as letras e formar frases. Foi uma emoção. Nunca pensei que ao fim destes anos, e depois de ter falado tantas vezes sobre este assunto, tal pudesse acontecer!

A plateia foi formidável ao compreender e a colaborar colocando questões. Foi uma grande e enriquecedora experiência. Houve ainda oportunidade para se debater a importância da criação de grupos de apoio, como forma de ajudar os portadores destes dispositivos a ultrapassarem mais rapidamente o impacto psicológico, que não é nada pacífico.

Para finalizar o encontro, Dr Carlos Morais Cardiologista do Hosp. Amadora-Sintra, acentuou entre muitos aspectos, a necessidade de dar maior atenção ao coração. Referiu ainda que a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares, evidenciando que é necessário dar importância a sintomas que por vezes temos e não lhes damos a devida atenção, como uma pequena dor no peito, arritmia, palpitação, desmaio, etc. Concluiu com a apresentação dos próximos eventos, dos quais salientou o jantar/concerto com o Carlos do Carmo, encontro/marcha a ter lugar no Parque das Nações no dia 6 de Junho e o dia 13 de Junho como o dia nacional do Ritmo Cardíaco, onde vão haver bancas pelos os Hospitais a sensibilizar para os problemas do foro arrítmico.

O encontro terminou com um pequeno lanche, o que permitiu que todos os participantes podessem abordarem os oradores colocando questões. Algumas pessoas vieram ter comigo, felicitando-me pela coragem e pedirem para se avançar com os grupos de apoio, por considerarem muito importante.

Ver: Noticias Hosp. Faro 





Encontro Bate, Bate Coração no Hosp. Faro – 22 de Maio

12 05 2009

 HDF

No seguimento desta grande campanha que dá pelo nome de “Bate, Bate Coração”, vai realizar-se no dia 22 mais um encontro, desta vez a sul do país, no Hospital de Faro.

O encontro mais a sul, irá decorrer no Auditório do Hospital de Faro pelas 17:00 e conta com o apoio da equipa do Serviço de Cardiologia do Hospital de Faro, Dr. Ilídio Jesus e Dr. Rui Candeias

Os encontros “Bate, Bate Coração”, visam sensibilizar a população em geral para as arritmias cardíacas, educar sobre os seus riscos e esclarecer sobre os meios de diagnóstico e tratamentos existentes.

Esta iniciativa tem com objectivo, incentivar a partilha de testemunhos entre portadores de dispositivos cardíaco e irão estar presentes profissionais de saúde e portadores de pacemaker e desfibrilhadores. A participação é gratuita.

Participe nas iniciativas da campanha “Bate, bate coração” e esteja atento ao seu ritmo.

Para mais informações visite – http://www.batebatecoracao.com

A campanha “Bate, bate coração – Sinta o seu ritmo”é promovida pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), a Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) e a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI´s (APPPC).





Já mediu o seu Ritmo Cardíaco hoje?

11 05 2009

Todos nós já sentimos, uma vez ou outra, o coração a bater demasiado depressa ou muito acelerado.

ecgPor outro lado, também já sentimos uma tranquilidade digna de batimentos muito lentos e demorados. Tudo tem uma explicação apesar de não pensarmos muito nela. «O nosso coração tem uma espécie de relógio biológico que comanda os batimentos cardíacos», define Carlos Morais, cardiologista.

Cada pessoa tem o seu ritmo próprio — os dois tipos de variações mais importantes são as bradiarritmias (ritmos cardíacos lentos: menos de 60 batidas por minuto) e as taquiarritmias (ritmos cardíacos com mais de 100 batidas por minuto) — mas os batimentos podem ser mais vagarosos ou mais apressados sem que isso implique um problema. «Podem existir variações do ritmo cardíaco além dos 60/100 que não constituem uma doença», adianta Carlos Morais. Por exemplo, «é natural que quando se faz exercício físico, o coração acelere porque tem de aumentar o débito cardíaco e o fornecimento de sangue aos vários órgãos do corpo; quando uma pessoa pratica exercício fisico, as pulsações podem acelerar para 110,120, 130… voltando ao normal no final da actividade». Por outro lado, «em condições de repouso ou durante a noite, é natural que o ritmo desça para os 50,40, sem que isso signifique risco cardíaco».

Contudo, quando essas alterações do ritmo (arritmias) estão associadas a outros sintomas podem ser causa importante de mortalidade.

QUANDO O RITMO SE TORNA NUM PROBLEMA

O que são as arritmias?

heart_beat«Uma arritmia por definição é uma perturbação do ritmo cardíaco», define o cardiologista. As arritmias podem aparecer em qualquer idade e mesmo em corações saudáveis. «No entanto, por norma, estão associadas a outras doenças do coração. Com a idade, podem haver pequenos danos que provocam alterações degenerativas próprias da idade», acrescenta. As arritmias só devem constituir preocupação se estiverem associadas a sintomas específicos.

Quais os sintomas?

Na nossa vida normal, não temos noção do batimento do nosso coração. Algumas pessoas podem, contudo, sentir pequenas alterações de ritmo, o coração a bater desordenadamente, pequenas pausas de ritmo, palpitações, etc.

«Se o ritmo cardíaco for demasiado lento ou rápido, há um compromisso de função porque o coração não se contrai de uma forma adequada para manter as necessidades fisiológicas do organismo. Então, podem aparecer outro tipo de sintomas como, por exemplo, tonturas, desmaios, cansaço, angina de peito, tolerância diminuída ao exercício, entre outros, que não devem ser desvalorizados», reforça Carlos Morais. A maioria das arritmias é benigna, aquela que «não mata, mas mói». No entanto, há que ter em conta que «a primeira manifestação da arritmia pode ser, de facto, a morte súbita». Se os sintomas forem muito frequentes e uma pessoa verificar que, mesmo em situações de repouso absoluto, tem pulsações de 110,120, deve consultar um médico assistente que lhe irá dar a melhor orientação possível.

Conhece o seu ritmo cardíaco?

Tal como se deve preocupar em saber os níveis do seu colesterol, do açúcar no sangue e em medir regularmente a sua tensão arterial, é essencial que saiba calcular o seu ritmo cardíaco. «É um ensino que se pode fazer de uma forma relativamente simples», defende o cardiologista.

A maioria das pessoas pode contar as suas pulsações de forma prática, embora existam aparelhos sofisticados nas farmácias que fazem a medição da tensão arterial e o cálculo da frequência cardíaca em simultâneo.

mao«Através da palpação de uma artéria que está no pulso, podemos contar as pulsações e, ao mesmo tempo que olhamos para o relógio, contamos o número de batimentos. O número de pulsações que vamos encontrar em 60 segundos dá-nos o número de batimentos por minuto».

Desconhecimento pode ser fatal

Num estudo realizado à população portuguesa, através de uma amostra representativa em Fevereiro último, chegou-se à conclusão que os inquiridos pouco sabiam acerca das arritmias e ainda menos da sua gravidade. Carlos Morais acrescenta que «a população em geral não associa as arritmias a uma causa de morte quando, por exemplo, metade das doenças cardiovasculares mata por arritmia cardíaca». Apesar da desvalorização, morre-se mais em Portugal por doenças cardiovasculares do que por outras doenças que têm mais mediatização.

Como tratar?

Para quem já não vai a tempo de prevenir a doença, há algumas soluções à disposição. «A maioria das arritmias não se trata com fármacos. Existem terapêuticas minimamente invasivas que podem passar pela implantação de dispositivos, como por exemplo o pacemaker. Este dispositivo electrónico implanta-se no tórax, no peito do doente, do qual saem duas ou mais sondas que estão dentro do coração e que estão monitorizadas constantemente. Se o ritmo cardíaco fica demasiado lento, o próprio pacemaker é capaz de enviar estímulos eléctricos que servem para corrigir e fazer com que ele volte ao normal», salienta Carlos Morais.

Existe ainda o CDI, um dispositivo electrónico implantado da mesma maneira, do qual saem umas sondas que estão dentro do coração. É a única terapêutica eficaz para prevenção da morte súbita em doentes de alto risco (como, por exemplo, as pessoas que tiveram um enfarte miocárdio e em que o músculo cardíaco ficou em muito mau estado).

Consulte aqui o artigo completo.

Artigo publicado na revista PREVENIR, Maio 2009

Carlos Morais

Dr. Carlos Morais – Coordenador Nacional da campanha Bate, Bate Coração, especialista em cardiologia, no Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, onde é responsável pela Unidade de Pacing e Arritmologia do Serviço de Cardiologia. Coordenador Cientifico da APAPE e Membro da Direcção do Instituto Português do Ritmo Cardíaco, desde a sua fundação em Março de 2005.