Resumo do 1º encontro regional de portadores de CDI – 13 de Maio em Faro

13 05 2011


Sala cheia. Foi assim que a encontrei quando lá cheguei, e ainda faltavam 15 minutos para o inicio do encontro. Na maioria portadores de CDI, alguns familiares e técnicos de saúde, encheram a sala com capacidade para cerca de 100 pessoas. Foi um sucesso.

O encontro começou com a Elsa, representante de um fabricante de CDI’s, que começou por “desmontar” o CDI e o seu funcionamento. Se existiam dúvidas acerca do CDI, penso que a plateia ficou esclarecida e estou certo que a curiosidade de muitos foi satisfeita com a explicação clara e concisa apresentada. Seguiu-se a Cardiopneumologista Ana Santos do HDF, que fez uma apresentação admirável acerca dos cuidados e precauções a ter quando se é portador de um dispositivo médico como o CDI. Para terminar, coube a mim apresentar a minha experiência de vida de como é viver com o CDI. Foi um debate interessante, onde alguns dos presentes, portadores de CDI’s e seus familiares, partilharam as suas experiências, receios e medos. No ar ficou o desejo de se desenvolver mais o grupo de apoio a portadores de CDI’s afim de se criarem condições para partilha de experiência e apoio.

Penso que foi um resto de tarde muito bem passada, foram trocados contactos para eventos futuros, e ficou bem patente o desejo de nos voltarmos a reunir.

Este encontro só foi possível com a preciosa colaboração dos técnicos de saúde do Hospital de Faro,  em especial, ao Dr Rui Candeias, que foi o grande impulsionador a quem endereço, em nome de todos os presentes, um enorme agradecimento.


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1º Encontro regional de portadores de CDI’s – Faro

5 05 2011


Viver com um CDI (cardioversor-desfibrilhador implantável), e pensar que a sua vida vai depender de um pequeno desfibrilhador colocado debaixo da pele, pode para muitos parecer uma coisa estranha e difícil de aceitar. E quando se pensa que este pequeno aparelho tem como função aplicar “choques” para controlar arritmias e que serve para “tratar” episódios de morte súbita e que estamos dependentes dele para sempre, pode ter um enorme impacto emocional no início. A verdade é que depois do implante, a vida começa a decorrer com normalidade e só nos lembramos deste pequeno aparelho aquando da consulta ou naquele momento em que ele teve que agir para salvar mais uma vida.

 

Para desmitificar o que é viver dependente da actuação desta pequena máquina, ir-se-á realizar no próximo dia 13 de Maio, sexta-feira, no auditório do Hospital de Faro o 1º encontro regional para portadores de CDI´s.

O encontro terá início a partir das 17h, e no seu programa tem prevista a intervenção de vários oradores. A iniciar o encontro, a Cardiopneumologista Ana Santos irá falar sobre como é viver com um CDI, as preocupações de quotidiano. O orador seguinte, representante de um fabricante de CDI’s,  irá falar sobre o que é um CDI, suas funções e método de funcionamento. De seguida, um paciente com CDI irá contar a sua experiência de vida com quase dez anos de apoio de um CDI e para terminar, a APPPC (Associação Portuguesa de Portadores de Pacemnaker´s e CDI’s), irá apresentar-se enquanto associação e falar sobre a sua missão.

Este encontro é uma organização do Hospital de Faro, da campanha Bate, Bate Coração, e da Associação Portuguesa de Portadores de Pacemnaker´s e CDI’s.





13 de Junho – Dia Mundial das Arritmias

9 06 2009

Arritmia

No âmbito da campanha Bate Bate Coração e em simultâneo com outras organizações internacionais, irá-se comemorar no dia 13 de Junho o Dia Mundial das Arritmias.  Serão organizadas acções esclarecimento nos principais hospitais de todo o país, com a colocação de bancas onde se distribuirá material informativo sobre as arritmias cardíacas.

ArritmiasNa opinião do coordenador nacional da campanha, Dr Carlos Morais, “ esta iniciativa é um dos eventos mais importantes da campanha, pelo seu poder mediático e como contributo significativo para uma ampla discussão na sociedade sobre o tema das arritmias cardíacas, aumentando o conhecimento geral dos portugueses sobre este tema e assim facilitar o acesso a diagnósticos e terapêuticas.”

Se tem dúvidas ou questões relacionadas com arritmias, este é o momento ideal. Visite um dos hospitais aderentes entre as 10 e as 18 horas, e encontrará profissionais de saúde capazes de esclarecer e informar.

Hospitais aderentes: Faro, Setúbal, Sta Marta, Sta Maria, Fernando Fonseca, Santarém, Aveiro, Coimbra, Sto António e Braga.





Fotos – Encontro Bate, Bate Coração – Faro

3 06 2009
 
Veja aqui as fotos do encontro Bate, Bate Coração realizado dia 22 de Maio no Hospital Distrital de Faro.
 
 Enf Patricia 
Thierry

Thierry Martins

Dr Carlos Morais

Plateia

Dr Carlos Morais e Dr Rui Candeias

Fotos gentilmente cedidas pela Campanha Bate, Bate Coração.





Um Sucesso – Encontro Bate, Bate Coração – Faro

23 05 2009

 

DSC_6020Foi sem dúvida um grande sucesso, o encontro Bate, Bate Coração que decorreu no Hospital Distrital de Faro. A adesão foi de tal forma grande e sem precedentes, que a sala do anfiteatro estava lotada. Penso que entre pessoas portadoras de Pacemakers e CDI’s, familiares e profissionais de saúde, devem ter estado perto de 100 pessoas.

Comprova-se assim, que o impacto que a campanha Bate, Bate Coração tem vindo a ter na população portuguesa está a crescer, no entanto muito há a fazer para que se consiga chegar a um maior número de pessoas esta informação.

A sessão foi aberta pelo Dr Rui Candeias, Cardiologista do Hospital anfitrião, que fez uma apresentação admirável sobre a história e desenvolvimento dos dispositivos implantáveis, abordando desde os primórdios da investigação até à actualidade. Pode-se ver como foram realizadas as primeiras experiências com estímulos eléctricos em animais e como estas evoluíram até ao registo dos primeiros electrocardiogramas.

Seguiu-se a Enf. Patrícia do Hospital Prof. Dr Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra), que fez uma abordagem sobre os mitos de uma vida saudável, enquanto portadores de pacemaker’s e CDI’s. Evidenciou ainda a forma como no Hosp. Amadora-Sintra se faz o acompanhamento pré e pós-operatório dos portadores destes dispositivos.

Aceitando o convite endereçado pelo Dr Carlos Morais, coordenador da campanha, coube-me a mim dar continuidade ao evento, partilhando a minha experiência enquanto portador de CDI. Como nunca tinha falado em público sobre este assunto, iniciei o meu discurso com o auxilio de um pequeno texto que havia preparado previamente, só para evitar esquecer alguns dos pontos.

Com um pouco de nervosismo miudinho, lá comecei a relatar a minha pequena história de vida. Nada fazia crer que a meio do relato acabaria por me comover, incluindo a plateia, com a descrição do meu primeiro episódio. Tive que fazer várias pausas para conseguir articular as letras e formar frases. Foi uma emoção. Nunca pensei que ao fim destes anos, e depois de ter falado tantas vezes sobre este assunto, tal pudesse acontecer!

A plateia foi formidável ao compreender e a colaborar colocando questões. Foi uma grande e enriquecedora experiência. Houve ainda oportunidade para se debater a importância da criação de grupos de apoio, como forma de ajudar os portadores destes dispositivos a ultrapassarem mais rapidamente o impacto psicológico, que não é nada pacífico.

Para finalizar o encontro, Dr Carlos Morais Cardiologista do Hosp. Amadora-Sintra, acentuou entre muitos aspectos, a necessidade de dar maior atenção ao coração. Referiu ainda que a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares, evidenciando que é necessário dar importância a sintomas que por vezes temos e não lhes damos a devida atenção, como uma pequena dor no peito, arritmia, palpitação, desmaio, etc. Concluiu com a apresentação dos próximos eventos, dos quais salientou o jantar/concerto com o Carlos do Carmo, encontro/marcha a ter lugar no Parque das Nações no dia 6 de Junho e o dia 13 de Junho como o dia nacional do Ritmo Cardíaco, onde vão haver bancas pelos os Hospitais a sensibilizar para os problemas do foro arrítmico.

O encontro terminou com um pequeno lanche, o que permitiu que todos os participantes podessem abordarem os oradores colocando questões. Algumas pessoas vieram ter comigo, felicitando-me pela coragem e pedirem para se avançar com os grupos de apoio, por considerarem muito importante.

Ver: Noticias Hosp. Faro